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Em artigo no O Globo, Hugo Motta defende industrialização dos minerais críticos e nova posição estratégica do Brasil no mundo
Por Gilclecio Lucena Sábado, 23 de Maio de 2026
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a criação de uma estratégia nacional para o aproveitamento dos minerais críticos e estratégicos brasileiros em artigo publicado no jornal O Globo. No texto, intitulado “Minerais críticos e o futuro soberano do Brasil”, o parlamentar sustenta que o país precisa deixar de atuar apenas como exportador de matérias-primas e assumir protagonismo na industrialização e no desenvolvimento tecnológico associados a esses recursos.
Segundo Motta, a crescente demanda global por minerais como lítio, níquel, nióbio, cobalto e terras raras, fundamentais para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa, coloca o Brasil em uma posição estratégica no cenário internacional. O presidente da Câmara destaca que o país concentra cerca de 93% das reservas mundiais de nióbio, além de possuir importantes depósitos de lítio e terras raras, recursos considerados essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono.
No artigo, Motta argumenta que o debate sobre minerais críticos vai além da mineração e envolve uma discussão sobre soberania nacional e desenvolvimento econômico. Para ele, o Brasil não deve limitar-se à exportação de riqueza bruta, mas criar condições para transformar esses recursos em tecnologia, inovação, empregos qualificados e valor agregado dentro do território nacional. A visão está alinhada à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Entre os principais pontos defendidos pelo presidente da Câmara está a criação de instrumentos para estimular a industrialização local. O texto aprovado prevê incentivos para fortalecer cadeias produtivas, ampliar centros de pesquisa, qualificar profissionais especializados e atrair investimentos voltados à inovação. A proposta também estabelece mecanismos de estímulo à competitividade da indústria nacional ligada aos minerais estratégicos.
Outro aspecto enfatizado por Hugo Motta é a compatibilização entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. O parlamentar afirma que não existe transição energética sem minerais críticos e que o Brasil pode contribuir para a redução das emissões globais ao mesmo tempo em que explora suas riquezas naturais de forma sustentável e com segurança jurídica.
O presidente da Câmara também destaca o papel do Parlamento na construção do projeto. Segundo ele, a proposta é resultado do diálogo entre diferentes setores e busca equilibrar interesses ligados ao desenvolvimento industrial, à atração de investimentos, à proteção ambiental e à previsibilidade regulatória. A aprovação da matéria, afirma Motta, representa uma política de Estado voltada para o futuro do país.
Ao concluir sua reflexão, Hugo Motta sustenta que o Brasil reúne reservas minerais relevantes, conhecimento acumulado e capacidade institucional para assumir posição de liderança global nesse mercado. Para o parlamentar, a nova política cria as bases para que o país participe de forma mais competitiva das cadeias tecnológicas do século XXI, transformando recursos naturais em desenvolvimento econômico, inovação e geração de oportunidades para os brasileiros.
Foto: Douglas Gomes / Presidência da Câmara